Thursday, January 19, 2006

Mulheres de armas

Depois de tantos sacrifícios e luta, as trabalhadoras das Confecções Afonso, em Arco de Valdevez, conseguiram os seus intentos ao evitarem a deslocalização da fábrica que lhes governava a casa, para o apetecível mercado de Leste, onde a mão-de-obra se paga ao preço da uva mijona. A principal protagonista desta façanha foi Conceição Pinhão, empregada da empresa, que em 2004 alertou as restantes trabalhadoras para a saída estratégica dos patrões e do respectivo material da empresa. Unidas as forças, as 91 trabalhadoras acabaram por barrar a fábrica evitando a retirada da maquinaria. Dos patrões, que deixaram ordenados em atraso e uma dívida de 80 mil euros à Segurança Social, nunca mais ouviram falar.
Conceição Pinhão acabou por comprar a unidade fabril pela modesta quantia de um euro (até parece mentira!), assumindo assim, com a ajuda de todas as outras incansáveis e perseverantes mulheres, o leme da embarcação que as mentes menos escrupulosas dos patrões deixaram à deriva no revoltoso mar empresarial.
Eis que surge em 2006 a notícia (vá lá, uma boa notícia!) que a nova empresária, decorrido todo este tempo, conseguiu erguer de novo as Confecções Afonso e dar um rumo esperançoso e viável ao futuro de todas aquelas mulheres que lutaram ao seu lado. Os postos de trabalho estão assegurados, os salários estão em dia, as encomendas não cessam.
Estas mulheres deram sem dúvida um exemplo de coragem ao país. Espero que sirva de lição não só a todos os que estão ou poderão vir a passar por este tipo situação como a todos os empresários que têm nas suas mãos a vida de milhares de trabalhadores.
in Jornal Destak
25/Jan./2006

16 Comments:

At 8:26 PM, Anonymous Anonymous said...

eu cá gosto muito de pinhões.

 
At 9:06 PM, Anonymous Anonymous said...

Bom exemplo de perseverança caro Ventura. Conheço igualmente história semelhante, daquelas que a todos nós emociona!
É a história de uma mulher de armas, Florbela Xixa.
Também Florbela se viu enganada pelo patrão da bôite onde trabalhava, um proxeneta miserável que nem a segurança social das damas pagava!!
Um dia, enquanto cuspia pró chão os pêlos púbicos do seu mais recente cliente (já se sabe, são como as ervilhas...) ouviu por de trás da cortina onde havia feito o serviço o malicioso plano do seu patrão, que incluía pegar fogo à bôite e fugir com o dinheiro sem nunca mais olhar para trás, deixando as 12 meninas que lá buliam sem emprego e na miséria!
Florbela revoltou-se! Convocou suas companheiras e organizou a revolta! Espancaram o patrão e ficaram-lhe co estaminé decididas não só a manter um negócio já de si frutuoso, mas a expandi-lo de forma a criar fortuna!
Florbela tornou-se a CEO desta nova casa que lançava um novo conceito, as meninas não eram apenas putas, eram putas cantoras!!
Nesta casa, mesmo de boca cheia, qualquer meretriz executava com primor árias divinais, numa demonstração não só de talento no fellatio, mas também no musicól!
Florbela é um sucesso no submundo do putedo e a sua casa, "The Singing Rameira" é o expoente máximo do entretenimento.
Mais uma bonita história de empreendorismo, não achas estimado Ventura?
Despeço-me com amizade.

 
At 9:36 PM, Blogger Pedro Ventura said...

Caro amigo, já tinha saudades destes teus comentários. Acho que é uma bela história de vida sim senhor. E aposto que a seguir a Florbela(espanca-me) vai investir no franchising por essa Europa fora.

Abraços meu caro

 
At 9:38 PM, Blogger Pedro Ventura said...

Eu também gosto muito de pinhões minha amiga Sandrita, mas estão pela hora da morte.

Bj

 
At 10:48 PM, Anonymous Anonymous said...

Eu gostava mesmo era de ser o Super-Homem.
Voar pelas alturas até ficar sem combustível e ser salvo pela Catwoman num dos telhados do meu bairro.
De seguida a felina senhora lamber-me-ia as feridas de aparatosa queda e eu criptonizava de amor.

Ass. O que tudo sente e nada vê.

 
At 3:46 PM, Anonymous Anonymous said...

mas depois de te lamber as feridas tinhas que ficar à espera que ela cuspisse, em vez da bola de pêlos, uma bola de crostas! depois sim...criptonizavas o amor....

 
At 8:18 PM, Anonymous Anonymous said...

heheh, boa, boa...

 
At 9:46 PM, Anonymous Anonymous said...

Humm Sandrita é defensora inveterada dos direitos dos tarecos, ou deu-lhe um ataque de ciumeira?

Ass: Aquele que tudo sente e nada vê.

 
At 8:58 PM, Anonymous Anonymous said...

é tudo uma questão de ordem das coisas, toda a gente sabe que os tarecos têm que cuspir as ditas bolas de pêlos para ficarem bem de saúde!

 
At 12:34 PM, Anonymous Anonymous said...

uff! Vou dormir mais descansado!

 
At 1:27 PM, Blogger Pedro Ventura said...

Temos aqui festarola?!!

 
At 7:35 PM, Anonymous Anonymous said...

menino canina, acha que pode haver festarola com os pobres dos tarecos a cuspirem bolas de pêlo?
insensível.....!!

 
At 11:56 PM, Anonymous Anonymous said...

Já vi festa por menor cuspidela.

O que interessa muitas das vezes nem é tanto a essência da matéria mas antes a forma da matéria. Imagine que tamanha bola de pelos assume proporções alarmantes para o animal, fantásticas para o Homem e úteis para os anais da História. Como saberá - e não me sinto em posição para dar lição de qualquer espécie - por vezes a dimensão imagética da "coisa" sobrepõe-se à utilidade da "coisa" em sim. Estaremos perante o dilema clássico de Hejmeslev da forma versus conteúdo. Contudo, a escola anglo-saxónica tem vindo a apresentar sínteses interessantes no seio deste debate semiótico dada a natureza dos medium modernos. Ou seja: a reprodução da "coisa" poderá ser ela mesma a "coisa" em si mesmada? Isso daria pano para mangas, como bem reproduzimos na gíria, mas o importante a reter de tudo isto é o seguinte:
Poderá sempre haver festarola com ou sem tarecos, com ou sem bolas de pelos.
Porque uma boa festarola é sempre uma boa festarola!

Ass. O que tudo sente e nada vê.

 
At 8:56 AM, Anonymous Anonymous said...

mas se os tarecos estiverem a cuspir bolas de pêlo não poderão entrar na festarola, o q não é justo, nem para eles nem para mim, q gosto tanto dos tarecos.... ( a não ser q a festarola tenha como tema cuspidelas de bolas de pêlo, mas aí também são só os tarecos a divertirem-se, pois ninguém cospe bolas de pêlo como eles.)
em qualquer um dos casos, não gosto de bolas de pêlo!

 
At 12:00 PM, Anonymous Anonymous said...

Cara Sandrita:
Pela exposição com que nos presenteia posso concluir que o actor brasileiro tony ramos não fará o seu estilo. Correcto?

 
At 12:45 PM, Anonymous Anonymous said...

correctíssimo.

 

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