O sonho
Dois amigos sentados no café costumeiro, no ócio pós-almoço, em amigável cavaqueira.
- Não achas estranho eu ter o mesmo sonho há três noites consecutivas?
- E que sonho é esse que te persegue?
- O sonho é estarmos precisamente aqui os dois sentados nesta mesma mesa, a termos esta mesma conversa, e de repente entra uma rapariga de cabelos loiros, alta e com um corpo bem torneado como uma estátua Grega, que me joga um olhar penetrante, que me faz sentir um baque no coração e me faz tremer infantilmente, e pela qual eu me apaixono com afinco… uma paixão cega… Só não me lembro do seu rosto…
Ao dizer estas palavras irrompe café adentro uma rapariga alta e com um corpo bem torneado, que se dirige ao balcão.
Olham um para o outro. Riem-se pela casualidade.
- Quando o sonho é persistente e se acredita nele, talvez se transporte para a realidade… Será esta que acabou de entrar?
- Até poderia ser, mas não é… Nem tem cabelos loiros, nem me jogou aquele olhar penetrante…
- Não achas estranho eu ter o mesmo sonho há três noites consecutivas?
- E que sonho é esse que te persegue?
- O sonho é estarmos precisamente aqui os dois sentados nesta mesma mesa, a termos esta mesma conversa, e de repente entra uma rapariga de cabelos loiros, alta e com um corpo bem torneado como uma estátua Grega, que me joga um olhar penetrante, que me faz sentir um baque no coração e me faz tremer infantilmente, e pela qual eu me apaixono com afinco… uma paixão cega… Só não me lembro do seu rosto…
Ao dizer estas palavras irrompe café adentro uma rapariga alta e com um corpo bem torneado, que se dirige ao balcão.
Olham um para o outro. Riem-se pela casualidade.
- Quando o sonho é persistente e se acredita nele, talvez se transporte para a realidade… Será esta que acabou de entrar?
- Até poderia ser, mas não é… Nem tem cabelos loiros, nem me jogou aquele olhar penetrante…
in Jornal Destak
27/04/2005


1 Comments:
Antes de mais caro Ventura, um sincero obrigado pela tua referência à minha pessoa, nunca na medíocre vida pensei ser agraciado com tal honra.
Posso hoje morrer feliz graças a esse teu insignificante gesto, que tanto a mim me orgulha!
Em relação a mais esta demonstração sublime do teu génio literário, não posso senão referir alguns pontos acerca dos quais me interrogo.
Vejo que a moça do sonho é descrita como tendo - "um corpo bem torneado como uma estátua Grega" .
Ora, meu excelso Ventura, as únicas estátuas gregas que eu conheço são representações de homens musculados, sem braços e de pénis diminuto.
Se a mulher do teu sonho tinha as características que tu referes, ela seria não uma mulher, mas um qualquer fulano disfarçado de mulher, provavelmente de origem brasileira, com local de trabalho entre o Parque Eduardo Sétimo e o Conde Redondo e respondendo pelo nome artístico de Gigi la Punhétte. Aposto igualmente que no leitor de cd's do carro dela(e) rodam os sons da Gloria Gaynor ou porventura dos Village People.
Meu caro Ventura, o Freud explica bem estas coisas, e eu não quero estar a chover no molhado, mas cheira-me que mais dia menos dia...
Despeço-me com amizade, e continuação de uma boa escrita.
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