Saturday, September 10, 2005

Rua Augusta (parte 1)


Num destes dias, na Rua Augusta junto ao arco, um amontoado de turistas loiros e brancos rodeavam uma mulher que fazia da sua criatividade o centro das atenções. Fazia cinzeiros, aproveitando latas de refrigerante velhas. Este ano não é a primeira vez que vejo pessoas a tentarem arrecadar umas moedas com esta actividade. A primeira vez que vi foi numa das praias do Meco, um rapaz a vender os seus cinzeiros para que os veraneantes, em troca de um euro, não sujassem a areal com beatas (aqui está um bom exemplo de cidadania). Acho que é uma ideia brilhante, esta de aproveitar um material que supostamente seria lixo para o tornar útil, mormente nestas zonas balneares. E quando alguém humilde e honestamente tenta ganhar a vida com a sua criatividade e jeito de mãos, vale a pena puxar da carteira e levar um destes cinzeiros. À próxima oportunidade é o que eu farei. É que este ano o Verão parece querer perdurar, e eu quero ter onde apagar as minhas beatas numa próxima ida à praia.
in jornal Destak
09/Set./2005

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