Cores
Ontem, apesar do sol enganador, mas não persuasor, ainda me moldei na areia de duas praias distintas. Mergulhei uma única vez, mas soube-me bem, tonificou-me, apesar da água mostrar alguma frieza para este e para os outros banhistas.
O astro-rei pintado de amarelo, acariciava meigamente os corpos de quem tivera a necessidade de sentir a natureza, de quem se tentara convencer de que a época balnear se antecipara ao que está estipulado pela natureza mãe. Não deverão faltar queixosos, do rigoroso Inverno que passara. Amarelo, ao que parece, é uma cor alegre, que faz sentir as coisas pela positiva, que faz esboçar sorrisos. Na praia as pessoas sentem-se amarelas.,
Hoje, o firmamento está cinzento, tal como a cidade, e as mil águas de Abril ameaçam romper dentro em breve. O tempo não é de fiar, é inconstante como as pessoas. Povoam lá no alto, nuvens carrancudas que aparentam leveza, mas que fazem um esforço titânico para suportar o seu peso, e prontas a expelir a sua ira sobre os de cá de baixo. O cinzento do dia em que estamos, faz-me pensar no amarelo do dia em que já estivemos, no ontem.
Amarelo e cinzento, são cores que contrastam, são cores antagónicas. Nos sonhos também prefiro o amarelo ao cinzento. Sonhos a cinzento tornam-se pesadelos. Que venha o amarelo, não vá este dia me deixar cinzento também.
Se dissesse que o sol apareceu por breves minutos, pouco depois de ter finalizado de delinear e escrever estas frases nesta folha, até então imaculada de letras, certamente ninguém me levaria a sério.
O astro-rei pintado de amarelo, acariciava meigamente os corpos de quem tivera a necessidade de sentir a natureza, de quem se tentara convencer de que a época balnear se antecipara ao que está estipulado pela natureza mãe. Não deverão faltar queixosos, do rigoroso Inverno que passara. Amarelo, ao que parece, é uma cor alegre, que faz sentir as coisas pela positiva, que faz esboçar sorrisos. Na praia as pessoas sentem-se amarelas.,
Hoje, o firmamento está cinzento, tal como a cidade, e as mil águas de Abril ameaçam romper dentro em breve. O tempo não é de fiar, é inconstante como as pessoas. Povoam lá no alto, nuvens carrancudas que aparentam leveza, mas que fazem um esforço titânico para suportar o seu peso, e prontas a expelir a sua ira sobre os de cá de baixo. O cinzento do dia em que estamos, faz-me pensar no amarelo do dia em que já estivemos, no ontem.
Amarelo e cinzento, são cores que contrastam, são cores antagónicas. Nos sonhos também prefiro o amarelo ao cinzento. Sonhos a cinzento tornam-se pesadelos. Que venha o amarelo, não vá este dia me deixar cinzento também.
Se dissesse que o sol apareceu por breves minutos, pouco depois de ter finalizado de delinear e escrever estas frases nesta folha, até então imaculada de letras, certamente ninguém me levaria a sério.


2 Comments:
esta conversa toda para dizer que foste à praia??? nossa senhora..... vai mas é trabalhar malandro!
Lamento, muy estimado Ventura, mas devo hoje expressar a minha discordância em relação a algo que afirmas no teu texto. Deixas no teu excepcional escrito a ideia de que as pessoas, ao sentirem-se amarelas, poderão estar mais felizes. Discordo profundamente! Digo-te eu que sei, que quando um gajo está amarelado, mais vale ir a correr ao médico, porque as nossas miudezas já não estão na perfeição!
A última vez que me disseram - "Epá, estás meio amarelado!", descobri que afinal, o meu profundo gosto por uma boa bagaceira me vinha fazendo assemelhar-me a um simpson, devido ao parco e deficiente funcionamento do meu fígado!
Por isso Pedrito, já sabes, se estiveres na praia e invocarem a tua cor amarelada, larga o Pisanganbom (essa bebida abichanada que suponho que aprecies) e põe-te na fila pró transplante de isca!
Despeço-me com amizade!
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