O acidente
Ia ao volante do meu automóvel, rompendo a noite pela auto-estrada ao som de Miles Davis, a 100 km hora, dentro dos limites de velocidade permitidos por lei, aquando oiço um estrondo e sinto um abanão na viatura. Parei o carro – tive sorte em não me despistar – para ver o que se tinha passado e estava um cão meio a cambalear na berma do alcatrão. Tinha-se atravessado no meu caminho e espetou-se contra o pára-choques. Assim que vejo o estrago, encetei logo a fazer contas à carteira. Como sou uma pessoa que gosta de levar as coisas a bem, e visto não haver dúvidas do culpado, perguntei-lhe se deveríamos fazer uma declaração amigável, mas ele respondeu-me que andava na estrada sem carta e sem seguro. Num abrir e fechar de olhos, a coxear, esquivou-se. Pelo bafo acho que também devia estar ébrio. Perante a minha perplexidade, só depois é que me ocorreu que não lhe tinha tirado a matricula.
in Jornal Destak
23/Mar./2007



3 Comments:
Pois é ...
Na verdade deverias ter tirado a matricula. Na chapa, não tinha?
Que coisa!!!
Gostei sim senhor
Mel de Carvalho
da EscritaCriativa
www.noitedemel.blogs.sapo.t
E que tal uma carta à Brisa?
O contrato assinado entre as concessionárias e o Estado (que nós pagamos através de portagens) obriga-as a garantir a segurança das vias.
é uma questão de cidadania...
isto é horrível, em contraste com o q vi até agora aqui.
desculpe, mas é de mau gosto fazer piadas com atropelamentos de animais.
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